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Concurso "Melhor Conto de Natal"

Podes ler aqui os contos vencedores do concurso "O Melhor Conto de Natal, dinamizado pelo grupo de Língua Portuguesa.

 

 

 

 

 

 

 A Bela Noite de Natal

 

    Qual será o significado da palavra Natal? Será prendas, será comida, …? Eu conheço uma história que se passou há muito tempo e que talvez tenha essa resposta.

    Vamos lá começar:

    Na véspera da Noite de Natal, todas as pessoas estavam felizes. Mas quem estava mais feliz eram as crianças.

    As pessoas enfeitavam as casas, os pinheiros, andavam a correr pelas lojas à procura de presentes bonitos e fabulosos, …

    Algumas pessoas foram assistir à missa do Galo que é uma missa que se comemora na véspera da Noite de Natal.

    Os animais também comemoram essa ocasião com os seus donos. Pode parecer estranho, mas alguém vira cães e gatos todos misturados. Mas na verdade eles estavam juntos. Eles também têm sentimentos e sabem muito bem que no Natal, as pessoas são todas amigas e que também tinham que fazer um esforço para se darem bem, pelo menos naquele dia.

    As pessoas faziam o Presépio que era constituído por umas imagens muito bonitas. Muitas vezes, as crianças perguntavam o que seriam aquelas imagens. Suas mães respondiam que eram personagens que assistiram ao nascimento de Jesus Cristo.

    Nesse mesmo dia, nessa mesma noite, não se via ninguém nas ruas, mas as luzes das casas estavam acesas. As pessoas dessas casas estavam a preparar as coisas para a noite seguinte.

    Chegara por fim a Noite de Natal. As crianças estavam “mortas” que o Pai Natal viesse visitá-las. Ele usava um fato branco e vermelho, tinha uma barba branca e comprida, o cabelo também era branco e grande, tinha uns óculos para ver melhor e já era um bocado velho.

    As crianças recebiam prendas e mais prendas, todas as pessoas tinham coisas diferentes.

    Todos gostavam dessa noite porque havia muito amor, muita harmonia, muita amizade, muita gratidão, muita sinceridade, …

    Os mais chatos, os mais rabugentos, …naquele dia, pareciam que tinham tomado uma poção mágica porque eles tinham ficado mais calmos, mais bondosos, …

    Esta foi uma noite especial para todos os seres humanos!

 

 

Ana Filipa- 5º A

 

 

 Um Natal especial

 

Olá! Eu sou o Frankie! Sou um cão pequeno e o meu pêlo é castanho claro. Vivo numa grande e acolhedora casa com os meus quatro amigos: o Billy, um cão grande de pêlo acastanhado; a Dolly, uma cadela com pêlo comprido e umas orelhas grandes; o Robbie, um gato de pêlo ruivo e muito matreiro e a Sally, uma gata pequena de pêlo cinzento. Jorge, o nosso dono, pensou que nos íamos dar mal, mas a verdade é que somos grandes amigos.

Todos nós gostamos muito do Natal, mas a família do Jorge não tem o hábito de o festejar, por isso não dão muita importância a esta época do ano. Mas este, foi um ano um pouco diferente. Os nossos donos decidiram ir à Suíça. Lembro-me perfeitamente do momento em que o decidiram:

- Mãe, já que não vamos festejar o Natal, porque é que não fazemos uma viagem? Assim não ficávamos as férias todas aqui em casa - sugeriu o Jorge.

- Boa ideia! Já há muito tempo que não visitamos o tio Frank. - disse a mãe.

O tio Frank é um tio do Jorge que vive na Suíça. Foi para lá, há cinco ano, para trabalhar.

- E onde é que ficam os cães e os gatos? - Perguntou o pai do Jorge que ouvira a conversa.

- Ficam aqui, eles portam-se bem! - Respondeu a mãe.

O focinho do Robbie iluminou-se. Ele adora ficar sozinho. Adora fazer asneiras. Trocamos olhares. A ideia de finalmente podermos fazer a nossa própria festa de Natal era tão entusiasmante!

- Robbie, já sabes, nada de asneiras! - Relembrava a Dolly, a mais responsável do grupo.

Finalmente, o dia que tanto ansiávamos, chegou. Era o dia da partida para a Suíça.

Mal os donos saíram, juntámo-nos para dividir tarefas, amanhã já era Natal e tínhamos de começar a preparar a festa.

-Dolly e Sally, vão para a cozinha! E não se esqueçam de fazer o bolo de amêndoa que o Frankie gosta! - Ordenou o Billy, o mais velho de todos nós. - Frankie e Robbie, estão encarregados de decorar a sala. Eu vou pedir ajuda ao Mark para montar o pinheiro. Mark era um cão de raça Pitbull que morava mesmo ao lado. Apesar do seu aspecto feroz e assustador, era muito amável e bom cão.

Enquanto as raparigas se entretinham na cozinha, nós, que decorávamos a sala, estávamos num grande sarilho. O Robbie estava enrolado numa fita decorativa e não conseguia sair de lá. E eu, em vez de o ajudar, ria-me às gargalhadas, até ao Billy chegar e começar com o sermão do costume:

-Não brinquem, trabalhem! Amanhã a festa tem de ser perfeita, ouviram!?

O resto da tarde correu bem e depressa chegou a noite. Aconchegámo-nos no sofá e adormecemos rapidamente, pois estávamos muito cansados.

Foi a Sally a primeira a acordar. Como era a mais nova, era a que estava mais excitada.

Já todos tínhamos visto a decoração da sala, mas hoje tudo estava diferente. A magia do Natal começava a sentir-se! Durante a manhã decorámos o pinheiro e colocámos, ao pé dele, as prendas que iríamos dar a cada um.

Almoçamos bacalhau assado com batatas cozidas e saímos para dar uma volta. Fomos à casa do Mark. Os donos dele deixam-nos entrar, sempre que queremos. Vamos várias vezes lá, para falar com ele.

Quando voltámos a casa, já era de noite. Começámos a nossa festa. Jantámos o tradicional bacalhau cozido e colocámo-nos à janela. Lá fora as pessoas entravam na igreja para a missa do Galo, e no parapeito da janela estava o nosso presépio. Estava tudo calado até o Robbie quebrar o silêncio:

-Vamos abrir as prendas!

Abrimos os presentes. Todos gostámos do que recebemos.

A festa acabou quando nos sentámos em frente à lareira e adormecemos.

Nunca esqueceremos este Natal tão especial!

 

 

Inês , 6ºB

 

 Um Conto de Natal

 

 Era Natal. Numa aldeia distante viviam grandes amigas que festejavam o Natal de maneiras diferentes.

                O Natal na casa da Rute era festejado com uma grande alegria. Levantavam-se cedo para ajudarem as mães na cozinha e para receberem os familiares que chegavam a toda a hora. A casa ficava cheia, reuniam-se todos À mesa e almoçavam. A mesa, na hora do almoço, estava recheada de várias iguarias trazidas pelos convidados. Ao fim do almoço, faziam várias brincadeiras. Uns jogavam às cartas, ou às damas; outros contavam histórias, os mais pequenos dormiam a sesta e as mulheres metiam-se na cozinha, a arrumar a loiça e a fazerem doces para a ceia. Na hora de jantar, todos corriam para a mesa, já cheios de fome. Aquela mesa de jantar era preenchida com doces caseiros, várias bebidas desejadas pelos homens e, claro, o bacalhau cozido. Todos, ansiosos pelas doze badaladas, corriam, empolgados e irrequietos e quando a meia-noite, tão esperada, chegava todos abriam as prendas. Eram uns minutos bem passados por todos porque recebiam prendas, e experimentavam-nas, algumas até se estragavam logo naquele dia... Depois, já às tantas da manhã iam dormir, estafados de brincar.

                Mas o Natal na casa da Luísa era totalmente diferente. Para aquela família, o Natal era bastante triste, murcho, desabitado. A Luísa passava o Natal só com os pais e o irmão. Levantavam-se à hora que quisessem e depois almoçavam. Não havia ninguém tão interessado, nem entusiasmado como nas outras casas que se viam pela janela da casa da Luísa. Era tudo tão aborrecido para aquela família. A Luísa passava toda a tarde a apreciar e a vigiar as casas, lá da aldeia. Ao jantar só havia cozido e alguns doces e depois ela ía com o irmão para o quarto ver televisão. Para ela, era a única coisa interessante para fazer naquele dia. À meia noite, iam para perto do pinheiro de Natal abrir as prendas. Logo de seguida iam dormir e sonhavam com um Natal melhor.

                Já na casa da Joana, o Natal era festejado com vida e agitação. O Natal era acolhedor e agradável. Acordavam às 8.00h em ponto e iam fazer os seus próprios presentes para oferecerem aos avós que chegavam duma aldeia longe. Esperavam-nos com ansiedade e ofereciam-lhes os presentes. Os avós traziam vinho caseiro que faziam nas suas quintas e traziam também uma notinha. A prenda que a Joana recebia sempre dos avós era uma notinha, das grandes. Depois almoçavam. De tarde davam um passeio em família pelos jardins, cobertos de neve e brincavam. Seguiam sempre a tradição de fazer um boneco de neve em conjunto, perto da igreja da aldeia. Depois dirigiam-se para casa e cada um punha uma decoração de Natal no pinheiro. Jantavam. De seguida iam à missa do galo em que  todos rezavam e pediam ao menino Jesus. Iam para casa e abriam as prendas. Ficavam a jogar e a brincar noite fora e de manhã estavam sempre cheios de sono.

                A noite de Natal era diferente para todas as famílias e no 1º dia de aulas contavam as suas aventuras vividas naquele dia e mostravam as suas prendas alegremente!

                Quero desejar um Feliz Natal a todos!

 

 

Vânia Salgado- 8º ano